Chamar à saudade “minha prisão”
E à tua ausência “meu castigo”.
Chamar-te em cada pulsação,
Evadir-me sonhando contigo.
Podia pôr no teu lugar eufemismos,
Metáforas analgésicas e chavões.
Podia deixar que a tirania dos aforismos
Me ajustasse aos seus ocos padrões.
Mas prefiro chamar a um feitiço amor.
Voar, errante, por entre linhas, ao sabor
das cíclicas influências da Lua.
Criar, do nada, beleza.
Resgatar poder da fraqueza
E a minha magia ser a tua.