Não me chega um dia para abraçar-te
Mas um dia é tempo, embora escasso.
Tempo de chegar em cada passo,
O prémio da audácia de quem parte.
Não contei as estações que percorri,
Nem os rostos, até te ver na multidão.
Sentiste o que senti ao tocares a minha mão?
Viste-me e nos teus olhos renasci.
Com a tua boca ensinaste-me a falar.
Com os teus dedos aprendi a escrever
O que a voz era incapaz de murmurar.
Com a chávena de emoções a transbordar,
Inalando um vapor feito de saber,
Bebo o teu nome numa infusão do verbo Amar.