domingo, 10 de maio de 2009

Amo-te… só.

Amo-te só.Despida, estendida, molhada,
Imersa em espuma e sais... não me sais do pensamento.
Amo-te sóbrio, sombrio estado entre a solidez e a solidão.
Amo-te ébrio. Com o brio do ser. Sem o brilho do poder.
Amo-te só... mente, finge, ilude-me se necessário...
Só não me digas que não me amas.
Quero-te só... para mim.
Amo-te só... por dizer que te amo foge-me o chão,
Tremem-me os joelhos, estremecem as fundações
Que sustentam a construção da minha essência,
Dos meus princípios e por fim, no meio de uma vertigem, tombo.
Quedo-me só, caído, lembrando passagens secretas
De literatura e procurando forma de descrever,
Demonstrar, quantificar o amor.
Amo-te… só... tanto.